Pinda oferece recursos para tratamento de Hepatite
quarta-feira, 26 de setembro de 2012A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio da Secretaria de Saúde e Assistência Social, oferece nas redes públicas, tratamento para todos os tipos de hepatite.
A vacinação para este tipo de doença só acontece, na Rede, para pacientes com hepatite B. Todas as unidades da rede, USF, UBS ou Centro de Especialidades Médicas de Pindamonhangaba, estão equipadas para atenderem esses casos.
A enfermeira e responsável pela vacinação, Rosângela Pires, afirma que salões de beleza são focos importantes de transmissão de hepatite B e C. “Manicures e clientes correm risco de contrair o vírus. A vacina contra hepatite B é o ponto de partida para a prevenção, além de extrema atenção à limpeza e esterilização dos materiais. O ‘ideal’ é que cada pessoa leve seu kit com seus próprios instrumentos”, explica ela.
Além das manicures, outras pessoas que precisam procurar o médico da rede para o primeiro passo da prevenção são pessoas inclusas no grupo de risco: que realizam múltiplas transfusões sanguíneas, pacientes em uso de hemodiálise, pessoas HIV+ ou imunocomprometidos, doadores regulares de sangue, policiais civis e militares, pessoas que trabalham no IML ou funerárias, transplantados, portadores crônicos do vírus da hepatite C, podólogos, coletores de lixo, profissionais do sexo e população carcerária.
Em Pindamonhangaba, no período de janeiro a setembro de 2012, há 13 casos de pessoas notificadas com hepatite. Todas já foram encaminhadas e seguem o tratamento da doença.
A rede de saúde publica de Pindamonhangaba está equipada para atender todos os casos de hepatite e encaminhar para o especialista da área. O diagnóstico precoce é a melhor defesa dessa doença.
Tipos de Hepatite
– Hepatite A
Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Vem e dura aproximadamente 1 mês. É uma infecção leve e cura sozinha.
– Hepatite B
Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina. Age surdamente no fígado por até 20, 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis.
– Hepatite C
A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em 5 vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartidas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo) Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem, no mundo, cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C.
A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.
Hepatite D
A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.
Hepatite E
É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.
Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus.
Hepatite F
Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite pode ser desconsiderado.
Hepatite G
O vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).
Diagnóstico
O diagnóstico da hepatite pode ser feito através de exames de sangue, sorologias ou uma biópsia do fígado.
É urgente que toda a população brasileira faça o exame, especialmente os que receberam sangue, em alguma época da vida antes de 1992.
Há 6 milhões de brasileiros infectados com as hepatites B e C e, dentre esses, apenas alguns milhares têm consciência disso.
Tratamento e Cura
As hepatites têm tratamento e grande chance de cura.
O tratamento é um pouco duro, mas é tolerável e cura cerca de 50% das pessoas infectadas.
REMÉDIOS
Os remédios aprovados pelos órgãos de saúde para tratamento da hepatite c são 2: INTERFERON e RIBAVIRINA. Eles devem ser usados em conjunto.
TRATAMENTO
O Interferon é uma injeção subcutânea, de agulha super fina, que deve ser aplicado 1 vez por semana.
A Ribavirina é uma cartela de cápsulas e a indicação é de aproximadamente 4 comprimidos por dia. A dose varia de pessoa a pessoa, de acordo com o peso e resistência aos efeitos colaterais que cada um apresenta.
DURAÇÃO DO TRATAMENTO
O protocolo de tratamento prevê uma duração de 6 meses de tratamento para os infectados com os genótipos 2 e 3. Para os de genótipo 1, a duração é de 1 ano.
EFEITOS COLATERAIS DOS REMÉDIOS
Os remédios têm efeitos colaterais que variam de pessoa a pessoa. O mais forte é o INTERFERON que pode apresentar uma série de efeitos. O medo dos efeitos colaterais do remédio, principalmente do INTERFERON é o grande fantasma de quem está para iniciar o tratamento.
Por isso, gostaríamos aqui de comentar o seguinte:
O TRANSPLANTE DE FÍGADO
Há duas espécies de transplantes – uma onde somente parte do fígado é removida e receberá parte do fígado de um doador, que se acrescentará ao órgão do receptor, compondo com esse.
Na segunda modalidade, é realizada a total remoção do órgão e substituição pelo órgão doado. Esta é a mais comumente realizada nos dias de hoje.
Fonte: Prefeitura de Pinda