Santa Casa de Pindamonhangaba registra primeira captação para transplante
quinta-feira, 11 de julho de 2013Pela primeira vez em cerca de 50 anos, a Santa Casa de Pindamonhangaba registrou uma doação de órgãos. A família de um jovem de 18 anos, vítima fatal de uma complicação cerebral causada por uma sinusite, doou nove órgãos no último dia 20.
A decisão da família de Nilson de Oliveira Júnior ainda é uma exceção na região. Na cidade vizinha, Taubaté, o Hospital Regional (HR) realizou apenas 4 captações de janeiro a maio deste ano. Foram apenas 2 em 2011 e 2012. O principal problema que impede a doação é a falta de conscientização dos familiares.
Do corpo do jovem foram captados coração, pulmão, fígado, córneas e até ossos e tendões. A captação oi feita por uma Equipe da Central de Captação da Universidade de Campinas (Unicamp). Dados dos receptores dos órgãos não são informados. Um doador pode ajudar até 14 pessoas e a fila de espera por um órgãos no Brasil é de até 6 anos.
Oliveira Junior ficou internado 10 dias na unidade antes de morrer. Para a mãe, apesar da do sofrimento da morte, a satisfação em saber que o filho pode ajudar outras pessoas. “Só de saber que o coração dele bate em outra pessoa e saber que muitas vidas estão salvas aí, é uma satisfação”, disse Roseli Oliveira. “Tomamos essa decisão para manter algo do corpo dele ainda nessa Terra”, disse o primo Renato Melo.
Para o médico Caio Soubia, da Comissão de doação de orgãos do HR, o comportamento da família é fundamental para melhorar os índices de doação na região. “É uma vitória muito grande, assim como nós tivemos em maio no Hospital Regional com a primeira captação de coração, antes captávamos muito fígado, rins, córneas e essa foi a primeira vez que captamos um coração”, disse o Soubia.
A orientação do especialista para alavancar os índices de doação de orgãos é que o assunto seja discutido com os familiares em casa e que a vontade seja manifestada aos parentes.
Fonte: G1